Saiba tudo sobre a doença do refluxo gastroesofágico!

A doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) é uma doença digestiva em que os ácidos presentes dentro do estômago voltam pelo esôfago ao invés de seguir o fluxo normal da digestão. Esse movimento é conhecido como refluxo e irrita os tecidos que revestem o esôfago, causando os sintomas típicos do problema. Entenda tudo em nosso post!

 

O que causa esse problema?

O refluxo gastroesofágico ocorre em razão de uma falha no esfíncter esofágico inferior, também conhecido como esfíncter cárdico, que funciona como uma válvula, não deixando que o bolo alimentar que está no estômago retorne para o esôfago.

 

Quando ocorre uma falha no relaxamento desse esfíncter, a pessoa tem refluxo. Esse refluxo pode ser fisiológico, que é considerado normal, e pode ocorrer quando ingerimos alimentos gordurosos, molhos de tomate, bebidas que contenham cafeína, chocolate, cebola, entre tantos outros; ou o refluxo gastroesofágico, que indica que algo vai mal com o sistema digestivo.

 

Sintomas

O sintoma mais comum é a azia, que produz uma sensação de queimação podendo subir até a garganta. A regurgitação também aparece em muitos casos. Vale esclarecer que a eventual presença de azia não significa que a pessoa já seja portadora de refluxo. Pode ocorrer ainda dor na região precordial, em queimação, simulando dor cardíaca, problemas respiratórios (asma, broncopneumonia), e da orofaringe (tosse, pigarro, rouquidão).

 

Como funciona o diagnóstico e tratamento dessa doença?

Nem sempre é necessária a realização de endoscopia digestiva alta em todos pacientes com refluxo. Em pessoa jovens, com sintomas sugestivos de refluxo e na ausência de sinais de alarme (dor ou dificuldade para engolir, anemia, emagrecimento, vômitos importantes e história de câncer na família), pode-se optar por realizar tratamento empírico, com medicamentos e dieta, por até oito semanas e observar se há remissão da doença.

 

Caso não haja melhora clínica,  exames complementares como a endoscopia digestiva alta devem ser feitos a fim de avaliar a gravidade da doença e excluir alterações mais graves como úlceras, estenose, esôfago de Barrett e câncer. Casos complicados com Barrett, úlceras ou esofagites severas podem ter indicação de cirurgia. O mesmo se aplica a casos em que o refluxo não melhora após o tratamento ou a recidiva dos sintomas é constante. Hoje além do tratamento cirúrgico clássico por laparoscopia, pode-se aplicar outros procedimentos cirúrgicos como minilaparoscopia, Endostim (estimulador esofágico), e Stretta (tratamento endoscópico do refluxo).

 

Já conhecia sobre a doença do refluxo gastroesofágico? Agende sua consulta e trate esse mal da melhor maneira.

Como diagnosticar compulsão alimentar?

Compulsão alimentar é um transtorno alimentar caracterizado por episódios recorrentes de compulsão, onde são ingeridas grandes quantidades de alimentos acompanhada de um sentimento de total perda de controle. A pessoa que sofre de compulsão alimentar experimenta vergonha, angústia ou culpa depois do episódio de compulsão.

 

Ao contrário dos bulímicos, quem come compulsivamente não induz ao vômito depois de comer em excesso. Quem sofre do transtorno de compulsão alimentar aumenta com frequência de peso ou se torna clinicamente obeso, tornando-se passível de contrair uma grande variedade de doenças.

 

O que caracteriza compulsão alimentar?

Comer grandes quantidades de comida em um período curto de tempo, acompanhado de sensação de falta de controle durante o episódio, que não se pode parar ou controlar o que come. Pacientes com esse transtorno podem comer mesmo estando saciado  ou sem fome, comendo até se sentir desconfortável, com o estômago muito cheio. Frequentemente comem sozinhos ou escondidos e logo após um episódio de compulsão, sentem-se culpados e enojados de si mesmos.

 

O que causa e como tratar a compulsão?

Para chegar ao um tratamento eficaz para a compulsão, o ideal é averiguar se o motivo da compulsão tem a ver com uma alimentação incorreta e desregulada. Muitas vezes as pessoas mal se alimentam no café da manhã, não comem o que precisam ao decorrer do dia e no final do dia o corpo pede por comida. Nesse caso, com a ajuda de um profissional, a pessoa aprende a comer de forma correta, com porções adequadas em horários determinados.

 

Em casos que a compulsão está ligada a fatores emocionais, como depressão, é necessário terapia ou até mesmo ajuda de um psiquiatra. No processo de terapia o paciente aprenderá a identificar os fatores emocionais que os levam a comer em excesso e desenvolverá estratégias para lidar com as emoções de forma assertiva. As medicações psiquiátricas só serão prescritas após a verificação da necessidade real de sua utilização.

 

Anormalidades biológicas podem contribuir para a compulsão alimentar. Por exemplo, o hipotálamo (a parte do cérebro que controla o apetite) pode não sinalizar adequadamente o córtex cerebral sobre  a fome e a saciedade. Uma mutação genética pode também causar vício em comida. Finalmente, há evidências de que os níveis baixos de serotonina do cérebro desempenham um papel na alimentação compulsiva. Nesses casos, é necessária uma maior investigação para tratar o problema. O uso de medicamentos poderá estar indicado nestes casos.

 

Por que existe obesidade infantil?

Segundo a Sociedade de Pediatria de São Paulo, a obesidade já atinge 10% das crianças e 20% dos adolescentes brasileiros. Ela está presente em todas as classes sociais e já se tornou um problema de saúde pública.

 

A obesidade é uma doença. Não se trata de uma questão estética ou consequência dos maus hábitos. Trata-se de um problema multifatorial que deve ser prevenido desde os primeiros meses de gestação.

 

Causada principalmente pela ingestão inadequada de alimentos e falta da prática de exercícios físicos, a obesidade é também desencadeada por fatores ambientais, além de biológicos, hereditários e psicológicos. Seu tratamento requer um diagnóstico detalhado, orientação nutricional e mudanças no estilo de vida. Além disso, é necessário convencer a criança a se alimentar de forma diferente dos seus colegas.

 

A principal causa da obesidade é ambiental, causada por alimentação inadequada e pouca atividade física. Menos de 5% dos casos se deve a doenças endocrinológicas. A hereditariedade pode ser um fator de risco, mas ela só se manifesta se o ambiente for favorável ao excesso de peso.

 

Crianças obesas têm um risco maior de se tornarem adultos obesos. Além disso, doenças que classicamente eram caracterizadas como da idade adulta, como alteração de colesterol, dos triglicérides, hipertensão arterial e até mesmo o diabetes tipo 2, estão cada vez mais presentes nesta faixa etária precoce. 

 

A criança é identificada como obesa quando seu peso corporal ultrapassa em 15% o peso médio correspondente a sua idade. No Brasil, existem cerca de 18 milhões de pessoas consideradas obesas. Somando com o total de indivíduos acima do peso, o número chega a 70 milhões, mais que o dobro de 3 anos atrás. Uma pessoa é considerada obesa se o seu IMC for superior a 29,9.

 

Primeiro precisamos parar de falar de “combate” à obesidade infantil e falar de prevenção. A noção de “combate” pressupõe que a criança obesa de alguma maneira tem uma responsabilidade na situação na qual se encontra. Existe uma estigmatização da criança obesa como sendo preguiçosa e sem nenhuma força de vontade ou disciplina.

 

É muito importante que os pais não subestimem este problema de saúde pública. A prevenção do ganho excessivo de peso na criança que tem peso adequado e o tratamento daquela que já apresenta sobrepeso ou é obesa, de forma multifatorial, constituem as ferramentas mais eficazes para o crescimento saudável.

 

Você sabe o que é diabetes?

Diabetes Mellitus é uma doença caracterizada pela elevação da glicose no sangue (hiperglicemia). Pode ocorrer devido a defeitos na secreção ou na ação do hormônio insulina, que é produzido no pâncreas, pelas chamadas células beta. Os 2 tipos mais comuns são o diabetes tipo 1 e o diabetes tipo 2. E hoje falaremos sobre o tipo 2. Entenda mais sobre essa “silenciosa” doença em nossa matéria!

 

Afinal, o que caracteriza a diabetes tipo 2?

O diabetes tipo 2 caracteriza-se pela produção insuficiente de insulina, pelo pâncreas, ou pela incapacidade do organismo de utilizar a insulina produzida de forma eficiente.

 

Sintomas nem sempre aparecem, mas se aparecerem, atente-se a:

– Sede constante

– Boca seca

– Vontade de urinar a toda hora

– Perda de peso

– Formigamento em pernas e pés

– Feridas que demoram a cicatrizar

– Cansaço frequente

 

Doenças e complicações relacionadas com a diabetes:

A diabetes tipo 2 pode conduzir a diversas complicações que podem resultar em incapacidade permanente ou morte, entre as quais podemos citar doenças cardiovasculares, lesões renais, lesões neurológicas, doenças oculares e cegueira, doenças digestivas e a síndrome do pé diabético, que pode infelizmente levar à amputação.

O diagnóstico rápido é essencial

O diagnóstico do diabetes tipo 2 é realizado por meio de exames de sangue e, mais precisamente, da medição da glicemia. Apesar de simples do ponto de vista clínico, o grande desafio do diagnóstico do diabetes é que haja a suspeita do paciente quanto à possibilidade da doença e a busca pelo diagnóstico. Isso pode levar anos, ou simplesmente não acontecer.

 

Como é feito o tratamento?

O tratamento do diabetes tipo 2 não é complexo, mas exige muito comprometimento dos pacientes. Além de mudar o estilo de vida, o que já é bastante desafiador, as pessoas com diabetes tipo 2 precisam ter disciplina na adesão ao tratamento medicamentoso prescrito ao longo de toda a vida.

 

Existe prevenção para a diabetes tipo 2?

Maus hábitos alimentares e sedentarismo desencadeiam uma das principais causas da doença, a obesidade. Como o ganho de peso favorece a resistência à insulina, uma das principais medidas para evitar o problema é não permitir a subida do ponteiro da balança.

Já ouviu falar sobre as consequências da obesidade?

Os riscos associados à obesidade são diversos, incluindo a ocorrência de outras doenças e de problemas psicológicos, sociais e econômicos, além do risco acrescido de morte prematura. A relação entre a obesidade e a ocorrência de outras doenças é bem conhecida e tem sido demonstrada repetidamente. Saiba mais em nossa matéria!

 

Diabetes

O aumento da ingestão calórica faz com que a insulina produzida pelo corpo seja insuficiente para todo o açúcar que é ingerido na alimentação, acumulando-se no sangue. Além disso, o próprio corpo começa a resistir à ação da insulina, facilitando o desenvolvimento de diabetes do tipo 2. Este tipo de diabetes é facilmente revertido com o emagrecimento e alguma atividade física.

 

Hipertensão

O excesso de gordura acumulada dentro e fora dos vasos sanguíneos dificulta a passagem do sangue pelo corpo, forçando o coração a trabalhar com mais força, o que não só aumenta a pressão arterial como pode levar ao surgimento de uma insuficiência cardíaca a longo prazo.

 

Problemas respiratórios

O peso excessivo sobre os pulmões faz com que a entrada e saída de ar fique comprometida. Isso provoca a apneia do sono, uma enfermidade muito associada à obesidade e a hipertensão arterial. Além do mais, pessoas obesas podem desenvolver problemas mecânicos do diafragma, embolia pulmonar e, em asmáticos, o agravamento da enfermidade. Há , inclusive, um tipo de asma que só ocorre em obesos.

 

Aumento do nível de triglicerídeos

Os triglicerídeos também são gorduras que são acumulados no tecido adiposo. Em excesso, eles se depositam nas artérias sendo o principio da aterosclerose que leva a provocar infartos do miocárdio e derrames cerebrais.

Acidente vascular cerebral (AVC)

Também conhecido como derrame cerebral, o AVC ocorre quando o indivíduo sofre perda das suas funções neurológicas devido ao entupimento ou rompimento de vasos sanguíneos no cérebro.

 

A obesidade aumenta o risco de AVC. Isso porque o acúmulo de gordura na corrente sanguínea pode provocar aterosclerose, que junto com a hipertensão é uma das principais causas do derrame cerebral.

 

Mesmo sendo uma doença crônica, existem diversos tratamentos para a obesidade. Agende sua consulta!

Por que fazer a cirurgia bariátrica?

Conhecida também como cirurgia da obesidade e cirurgia de redução do estômago, a cirurgia bariátrica é indicada quando a obesidade já chegou a um nível crítico e as outras modalidades de tratamento não causam efeito. Sendo assim, é necessário uma intervenção médica. É recomendada, principalmente para pacientes com o índice de massa corporal superior a 40.

 

Ao diminuir a cavidade estomacal, o corpo absorve menos alimentos, alterando o metabolismo, e assim, fazendo com que a pessoa perca peso de maneira mais rápida e eficaz. Esse tipo de cirurgia está ficando cada vez mais famosa, por mostrar resultados satisfatórios em questão de meses.

 

Os riscos são maiores em uma cirurgia desse tipo?

Atualmente, a bariátrica é reconhecida como a forma mais eficaz de tratar obesidade mórbida. Tem os mesmos riscos que qualquer outro tipo de cirurgia e pode ter complicações, como sangramento ou trombose. Ou seja, esses problemas não são necessariamente relacionados à técnica, explicam especialistas.

 

Cirurgia como tratamento

A cirurgia bariátrica não tem objetivo meramente estético. Seu intuito é o de reduzir a mortalidade e a morbidade (aparecimento ou agravamento de doenças associadas) numa população específica. A cirurgia se justifica quando, estatisticamente, seus riscos são menores do que os causados pela obesidade. Estes riscos variam de acordo com cada indivíduo, com o grau de obesidade e com as doenças associadas.

 

Saúde em equilíbrio

A transformação é extremamente positiva com relação à saúde. O peso eliminado afasta o risco de diversas doenças como a hipertensão arterial, diretamente ligada à obesidade, já que quanto maior o IMC (índice de massa corpórea) mais difícil é controlar a pressão.

 

Emocional

A obesidade muitas vezes vem acompanhada de problemas psicológicos e emocionais. Baixa autoestima facilita a possibilidade de desenvolvimento de depressão e ansiedade. Com a perda de peso, o paciente sente-se mais saudável, recupera o amor por si e restaura o equilíbrio emocional. Torna-se uma pessoa mais feliz.

 

Osteoartrose diminuída (quadril e joelhos)

A osteoartrose um problema médico causado pelo desgaste nas articulações e causa dor ao paciente quando ele se movimenta. Quando a obesidade é mórbida, o problema atinge a região dos joelhos e quadris causando dores que, às vezes, impedem o paciente de se locomover. Com a cirurgia e consequentemente a redução de peso, a pressão sobre os joelhos diminui, proporcionando a redução da dor.

Saiba tudo sobre o balão intragástrico!

O balão intragástrico é uma opção para quem quer emagrecer sem se submeter a uma cirurgia invasiva. É um balão colocado no estômago com o intuito de reduzir a fome e proporcionar saciedade por um período maior mesmo após pequenas refeições, fazendo com que a pessoa emagreça. Quer saber mais sobre ele? Confira!

 

Afinal, como é feito o procedimento?

O balão é feito de silicone, preenchido por líquido ou também por ar. É colocado no interior do estômago fazendo com que ocorra uma redução do “volume gástrico vazio”. Determina assim sensação de saciedade precoce e, com isso, diminuição do consumo de alimentos, facilitando o emagrecimento.

 

A colocação do Balão não envolve corte e cirurgia, já que ele é inserido através de procedimento endoscópico, e pode levar cerca de 20 a 30 minutos. O balão é inserido vazio e depois preenchido com soro fisiológico e azul de metileno. onde . É comum que haja algum desconforto nos três primeiros dias seguintes da colocação, como os efeitos colaterais de náusea, vômito, inchaço e/ou cólica, mas o paciente recebe medicação para controlá-los até que o estômago acostume-se com a presença do balão intragástrico e não haja desconforto. As medicações podem ser feitas em casa ou com o paciente internado.

 

Outra função do balão é retardar o esvaziamento gástrico, ou seja, ele diminui o tempo que a comida passa do estômago para o intestino o que faz com que o alimento fique mais tempo no órgão e proporciona a sensação de “barriga cheia”.

 

Entretanto, por seu desgaste natural, deve ser retirado no período de 6 meses a 1 ano, dependendo do balão, pois é constituído de material que pela ação das secreções digestivas pode sofrer degradação. Portanto é considerado um método temporário no tratamento da obesidade.

 

Como ele causa o emagrecimento?

o balão restringe a passagem livre de comida e água, retardando a digestão pelo estômago, trazendo uma sensação de saciedade por mais tempo. O dispositivo sozinho não provoca a perda de peso por conta própria, mas ao ocupar uma grande parte do estômago, a pessoa costuma comer menos.

Quem pode colocar um balão intragástrico?

Ele costuma ser recomendado para pessoas com o índice de massa corporal (IMC) a partir de 27. As pessoas obesas que precisam fazer cirurgia e correm alto risco também podem usar o balão. Nesses casos, o procedimento serve como um tratamento pré-operatório, para ajudar a reduzir problemas anestésicos, operatórios e clínicos. Ainda está indicado no pré-operatória de outras cirurgias, além da bariátrica, tais como cirurgias ginecológicas, plásticas, hérnias, cirurgias ortopédicas, como adjuvante no tratamento, melhorando o resultado destas outras cirurgias.